Você sabe que alguém é realmente seu amigo quando ele diz: “Só vou se você for”
(Source: maybeinthefuturemylove)
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito.
(Source: parasempreteucf)
“Tati Bernardi diz que a gente vira dor para não virar fim. Eu, descrente, já não vejo uma inevitabilidade para o fim. Mas mesmo aceitando o fim, como não consigo evitar a dor?
“A verdade é que todos gostamos de ter as pessoas nas mãos. E principalmente: não fazer questão delas. Luto contra meu instinto cego de entrega o tempo inteiro, tentando não fazer questão de nada, nem ninguém.
A vulnerabilidade do ser humano é incrível. Tanto física quanto emocional. Qualquer decepção nos abala, qualquer faca nos corta. Qualquer palavra mais afiada nos deixa pensando por horas, qualquer interpretação nos deixa neuróticos. Rejeição nos causa danos pra uma vida. Temos um medo incomensurável de sermos descartados, ou não aceitos.
Por agora, não sei sequer o motivo de ter começado o texto. Talvez, por medo de não fazerem questão de mim, ou até mesmo, por já não fazerem.
E, vamos seguindo nossa vida, tentando não fazer questão de ninguém, nos distraindo com outras pessoas ao invés de insistir e mendigar afeto de quem não nos quer, fingindo que não nos importamos, e que tanto faz.
Por enquanto, dói. Mas é pra não fazer doer ainda mais depois.
“Porque era bom e tal. Aliás, meu Deus, como era bom. Mas não era bom pra ficar junto, certo? Então pronto. Chega.
Parou de falar comigo, não vou atrás. Fim.
(Source: chuva-dedezembro)
“Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.
“Vai saber o que ele tem, nem ele sabe. Mas tem. Nem posso dizer que tentei evitar, pois já descobri que se você evitar a vida, ela acontece do mesmo jeito.